DIA 652 – ANO III

Às seis da tarde, fui dar comida às tartarugas. Era a última refeição delas (hoje mais tarde, final de ano). Ao despejar a ração no aquário, pedi a elas que fizessem três pedidos. Elas nem me ouviram. Às vezes elas são assim: um ar esnobe, a cabeça erguida, e ação direta em busca da ração. Era a ceia da virada de ano, mas ela nem ligaram. Por certo não conhecem a tradição das lentilhas. Essa mesma tradição que daqui a pouco viveremos com a família em casa de Marcelo, na Aberta dos Morros. Espero que nossas mentes estejam abertas e os corações tranquilos. Será preciso. Temos um longo 2022 pela frente. Sorte têm as tartaragas. Além de viveram bem mais do que nós, elas nem sabem o que é isso de ano novo. Nem velho. Nem vem que não tem, devem pensar de nós.

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